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Conselhos práticos para viajar pelo Sudoeste Asiático

Por muito que nos informemos antes de rumarmos ao Sudoeste Asiático, há sempre alguns pormenores que ficamos sem saber e que só vemos quando chegamos ao destino. É normal… não vivemos lá, não sabemos. Por isso e por não ter visto nenhum blogue a falar disto, decidi escrever estes conselhos/curiosidades práticos que acho mesmo interessantes e curiosos. Estes são os que destaco e que ajudam a perceber certas coisas quando chegamos ao nosso destino.

1. Postos de “Tourism Information”

Na Europa estamos habituados a ver os postos de turismo como locais se serviço público que se dispõem a ajudar o turista com qualquer dúvida a respeito da zona que visita. No Sudoeste Asiático a coisa muda de figura, e os postos de “Informação Turistica” são postos de “tentar vender-te qualquer coisa, seja alugar uma moto, uma excursão turística, um táxi…”. Ou seja, para esclarecer: os “tourism information” são postos privados que pretendem vender-te alguma coisa e tirar o maior benefício disso.

2. Usa o Grab (Uber do Sudoeste)

Em certos locais, existem enfrentamentos entre os taxistas e os conductores do Grab (em Lombok, por exemplo, não é conviniente dizeres a um taxista que vais de Grab, porque pode reagir mal). Noutros sítios, como em Lancawi, na Malásia, por exemplo, foi tranquilo. Conseguimos melhor oferta no Grab e os taxistas entenderam, sem enfrentamentos.

O Grab é mais cómodo, seguro e rápido.

3. Não esperes poupar nos supermercados

O meu subconsciente estava constantemente à procura de supermercados para comprar coisas mais baratas e inclusive comida (para não ter de ir sempre aos restaurantes).

Não só os supermercados não são mais baratos, como também não oferecem opções para comer de forma mais económica. Ou seja, os supermercados convencionais tipo 7Eleven (que é o mais visto no sudoeste asiático) só vende bebidas, produtos de higiene, snacks, salgados e doces e pouco mais. Raras vezes via que vendessem fruta. E se falarmos de sandes ou outro tipo de comida rápida… Não existia!

Via-se que os supermercados estavam criados para os turistas e não para os moradores. Só uma dica: em vez de ires ao supermercado mais ocidental que encontrares, tenta comprar o que pretendes numa daquelas lojinhas de moradores que se vêem nas ruas. Ps. A água é bem mais cara nos 7Eleven que nessas lojinhas familiares.

4. Leva um casaquinho de malha na mala!

Sempre! E se fizeres uma viagem longa leva mesmo umas calças. Se possível leva toda a roupa de abrigo que tiveres trazido porque garanto-te que vai fazer falta! Passamos uma noite num autocarro de Singapura para George Town-Malásia (10 horas dentro do autocarro) e o AC estava a 16 graus. Eu estava no banco da frente, ou seja, sentia-me na Gronelândia ou na Sibéria a querer dormir ao relento. Não conseguia dormir até me abrigar por completo. Aproveitei as paragens do autocarro para ir tirando cada vez mais roupa. Por isso o meu conselho é: se fores passar uma noite num autocarro, não hesites em levar toda a roupa quente que tiveres.

Além dos transportes públicos (onde o AC está sempre nos mínimos), o casaquinho também pode ser imprescindível para entrar nos templos.

5. Baixa a app Maps.me

Embora seja relativamente fácil encontrar redes Wi-fi grátis pelas cidades, nunca é garantido. E esta app ajuda-te muito quando não tens internet porque funciona offline. É como ter o Google Maps mas sem internet, por isso… É super útil!

(Além disso, tenhamos em conta que nem sempre vais andar em cidades. Podes perfeitamente perder-te no meio de um trilho pela montanha e de repente, vês que afinal… tens o Maps.me.

6. Compra um cartão SIM mas informa-te bem!

Imprescindível viajar com internet porque poupas muito tempo. Mas deves visitar várias lojas e comparar preços e ofertas porque muitas vezes há ofertas que valem muito a pena e outras nem tanto.

O Vietname foi até agora o país que ofereceu mais gigas pelo preço mais barato: 60G por 10 euros!

Outra curiosidade: na Indonésia, por exemplo, há cartões que só servem para uma determinada ilha. Se fores para outra ilha e de repente ficares sem internet não te admires, porque provavelmente não te avisaram e pagaste por algo que não te disseram. Por isso: pergunta sempre tudo: “Quantos gigas tem?”, “Tenho que voltar a recarregar?”, “Para que zona é válido o cartão?”…

7. Não vale a pena pedires facas nos restaurantes

Sim. Estranho, não é?

Para os ocidentais é tão estranho não te colocarem facas na mesa como pedires facas e eles dizerem que não têm. Isto aconteceu em todos os países que visitei: Indonésia, Malásia, Singapura, Vietname…

8. O papel higiénico das casas de banho públicas…

Normalmente não está dentro de cada espaço respectivo a cada sanita. E eu esqueço-me disto várias vezes… O rolo do papel higiénico costuma estar logo à entrada da casa de banho e cada pessoa pode servir-se com a quantidade que desejar.

E depende do país que visites, o mais provável é nem haver papel. Por isso, convém andar sempre com um pacote de lenços na mala.

9. Shoppings e mais shoppings…

Ok, eu até acho que o “português” gosta de shoppings, mas o que acontece neste lado do mundo é quase surreal. Quando menos esperas metem-te dentro de um shopping. Imagina, vais apanhar o metro e depois tens de sair em determinada paragem para apanhar um autocarro. Nesse transbordo vão-te fazer passar obrigatoriamente por dentro de um shopping. E pronto, de repente estás dentro de um espaço comercial sem ter querido. A Malásia é o master neste aspecto!

10.  Quase todos os valores são negociáveis

Desde aquela mala que viste no mercado de rua ao taxista… Tenta a tua sorte, mas não te esqueças que precisas de dominar a arte de regatear, ou pelo menos, treiná-la! 😉

11. O que parece doce pode ser salgado; o que deveria ser salgado às vezes vem doce

Sim, sim… Em Hong Kong aconteceu pedir um prato que estava na carta e que me parecia um bolo, mas que afinal era salgado e tinha o sabor da carne e das couves do cozido à portuguesa. Tal e qual como eu pensava!! 😉

12. Podes encontrar sanitas no chão

Muitas vezes, ao entrares numa casa de banho não te surpreendas por encontrar uma sanita no chão. São bastante típicas aqui, e além disso muitas até têm instruções de como se sentar numa sanita “normal”. Veja-se a imagem abaixo.

13. Podes ver muita gente tapada mesmo fazendo muito calor

Isto é um fenómeno que nunca passa despercibido para o comum ocidental à procura dos seus raios de sol nesta zona…

Sabemos que as asiáticas (da China, Japão…) não gostam de ficar morenas porque a ideia de beleza centra-se na pele mais clara. Mas além disso também existem os motivos religiosos: há muitos países que são muçulmanos e isso revela-se na forma de vestir das mulheres (embora historicamente o Hijab/nikab/chador/burka não tenha nada que ver com a religião muçulmana, mas isso já é outra história…). Independentemente dos temas de beleza e religião, é normal encontrarmos mulheres tapadas com sol e muito calor.

14. Leva bandas depilatórias

Para @s menin@s que gostam de andar depilad@s, levem bandas depilatóias descartáveis porque não encontrei à venda em NENHUM SÍTIO. E olhem que visitei vários países 😛 Ah, não vi tampões à venda nos países muçulmanos…

15. Vais conduzir pela esquerda e não pela direita

Eu não sei se vocês sabiam, mas eu não sabia que em grande parte do Sudoeste Asiático se conduz pela esquerda. É difícil habituar o teu instinto e sub-consciente a cumprirem isto, constantemente. E não é nada fácil, porque quando te apercebes já estás do lado direito outra vez 🙂

– Nota importante! –

Informa-te sempre muito bem sobre as leis do país! Por exemplo, na Singapura não podes beber água no metro (a multa é bem alta) e não podes mascar pastilhas elásticas.

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Dora Matos - Health Coach