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Copenhague: tudo o que fiz em 5 dias (planos, preços, rotas de bicicleta…)

A terra dos vikings deu-me a sensação de ser mais para “se viver” do que para “se visitar”. Por vários motivos, mas sobretudo pela forma de ser e viver dos dinamarqueses. Quiçá isso explique porque são o povo mais feliz do mundo, segundo as estatísticas. Mais de 50% da população usa a bicicleta para ir para o trabalho, existem ciclovias em tudo quanto é sítio (até mesmo nas auto-estradas), o estilo dos seus cafés chama a atenção de qualquer pessoa que passe pela rua (só apetece ficar lá uma manhã inteira a trabalhar), a maneira como colocam as bicicletas cuidadosamente ao lado de uma porta de casa ou do trabalho…

E é mesmo chamativo o facto de muitos hotéis e cafés de luxo da cidade coexistirem com a paz do estado livre de Christiania (uma comunidade independente e autogestionada localizada mesmo no centro de Copenhague).

“Em Copenhague não há nada barato; há caro e menos caro”.

Não é preciso dar um passeio muito grande pelas ruas da capital da Dinamarca para perceber isto. Digamos que – por motivos financeiros – não foi propriamente uma viagem de “turismo gastronómico”, embora seja muito fã disso.

Neste post vou tentar explicar o que fizemos durante 5 dias pela cidade (e fora dela também), dar noções de planos alternativos, preços, trajectos, o que comer, onde comer e quantos dias e o que vale a pena ver nesta cidade. Ah, e como poupar!

1º DIA – TOUR GRATUITO PELA CIDADE (com a empresa Sandeman)

No primeiro dia fizemos uma visita guiada pela cidade visitando os principais pontos do centro da capital. Vocês também o podem fazer reservando a vossa visita aqui (só há em espanhol e inglês). Eu fiz a visita em espanhol porque entendo bem a língua, mas existe também opção de fazê-la em inglês.
Nota: No caso concreto de Copenhague, curiosamente a guia que fazia o tour em espanhol era portuguesa, então aproveitei para lhe pedir o contacto no caso de vocês quererem reservar uma tour privada com ela em português pela cidade de Copenhague: silvia.escarduca@gmail.com

2º e 3º DIA – ALUGAMOS BICICLETA E FIZEMOS UMA ROTA DE 80KM

Uma das coisas que mais gostamos de fazer quando viajamos para alguma cidade é afastarnos uns dias do centro para conhecer os arredores. Penso que isso é crucial para poder entender a cidade, como é que as pessoas vivem numa determinada zona… E desta vez não foi diferente. Alugamos umas bicicletas onde pudemos colocar as nossas mochilas e lá fomos nós percorrendo a costa dinamarquesa. Era o nosso objectivo no 1º dia, mas como tinhamos um hotel reservado em Fredensborg fomos directamente a esta aldeia bem catita. Na manhã seguinte saímos para Helsingor e chegamos bastante cedo a esta aldeia (ou vila?) que vale a pena visitar. Ali podem apanhar um ferry e ir até à Suécia, que fica a 13km de Helsingor. Nós não o fizemos porque tinhamos outros planos.

Para dar uma ideia do percurso que fizemos:

1º dia. Copenhague – Fredensborg
2º dia. Fredensborg – Helsingor – Fredensborg – Hillerod (o trajecto de volta que fizemos de Helsingor a Fredensborg foi diferente do da ida, só que não consegui desenhar o caminho no Maps, mas foi mais ou menos isto)


Em Helsingor vimos o castelo de Hamlet (outro que vale a pena ver, e muito!) e em Hillerod outro castelo verdadeiramente espectacular! A chegada a esta vila também foi mágica, como podem ver pelas fotos. No 2º dia apanhamos o comboio em Hillerod e viajamos até Copenhague onde pudemos transportar as bicicletas sem problema.

4º DIA – PASSEIO PELA CIDADE (a pé)

Até porque na visita gratuita do 1º dia não passámos por todos os pontos principais da cidade…
O jardim botânico, o castelo Rosenborg, o mercado de comida Torvehallerne ou dar um passeio pela zona de Kastellet e ver a pequena sereia foram coisas que aproveitámos para fazer no penúltimo dia aproveitando o facto que fazia muito bom tempo.

Castelo Rosenborg
Castelo Rosenborg

5º DIA – CHRISTIANIA, EXPRESSO HOUSE E Paludan Bogcafe

O último dia foi mais tranquilo a nível de actividades (um pouco devido ao tempo, esteve sempre a nevar). Aproveitamos para ir até à Cidade Livre de Christiania. Para quem não sabe esta é uma comunidade independente e autogestionada localizada mesmo no centro de Copenhague com cerca de 850 habitantes.


As Autoridades publicas consideram Christiania como uma grande comuna, uma área de um status único na medida em que é regulada por uma lei especial, a Lei de Christiania, a lei de 1989, que transfere partes da supervisão da área do município de Copenhague para o estado. Christiania tem sido uma fonte de controvérsia desde sua criação, numa área militar em 1971. O comércio de cannabis foi tolerado pelas autoridades até 2004. Desde então, as medidas para normalizar o estatuto jurídico da comunidade levaram a conflitos, e as negociações estão em andamento. A antiga área recém abandonada de bases militares de Badsmandsstraedes Kaserne, localizada nas proximidades de Christianshavn, um subúrbio da capital dinamarquesa, foi ocupada em 1971 por alguns milhares de hippies, anarquistas, artistas e músicos, como uma forma de protesto ao governo da Dinamarca. O espírito da comunidade de Christiania foi logo permeado por valores anarquistas e do movimento hippie, num contraste com a idéia original de ocupar a área como um mecanismo de defesa e refúgio.  (informação retirada da Wikipedia).

O que têm de provar (sem dúvida): Smørrebrød.

O sanduiche dos dinamarqueses, feito com pão de centeio.

Para vos dar uma noção de preços nesta cidade:
  • 1 noite num quarto duplo na Booking/Airbnb – A partir de 50 euros
  • 1 Café americano – entre 4 a 5 euros
  • 1 Café expresso – 4 euros
  • 1 Sumo healthy no supermercado – entre 3 a 4 euros
  • 1 cerveja – A partir de 5-6 euros
  • Aluguer de 1 bicicleta básica por dia – 10 euros
  • 1 refeição para uma pessoa (sem bebida) – 15 euros (estamos a falar de comidas como hamburguers, por exemplo, ou o Smørrebrød – o sanduíche típico dinamarquês com pão de centeio e sementes)
  • Entradas nos museus – 20 euros por pessoa

No supermercado podes encontrar opções mais baratas para comer, mas não são totalmente saudáveis. Mas mesmo assim, achei o supermercado caro (no centro da cidade). Quando visitámos outras zonas da Dinamarca (mais afastadas da capital)  durante o percurso de bicicleta também fomos ao supermercado e as coisas eram bem mais baratas do que no centro da cidade. Mas considerando que a maior parte das pessoas que estão a ler este post vão passar a maior parte do tempo em Copenhague…

Onde comer?

Como vos disse, não é que tenha feito propriamente uma excursão pelos restaurantes de Copenhague, mas houve três sítios que vos posso recomendar, com certeza (com preços bastante razoáveis, tendo em conta a média de preços da cidade!)

  • Paludan Bogcafé (é um restaurante, café e livraria ao mesmo tempo, e que vale a pena ver! Aqui poderão degustar a tosta de abacate com queijo e a de batatas com bacon, uma delícia!)
  • District Tonkin (comida com origens vietnamitas, também ela deliciosa!)
  • Sporvejen Byens (apesar do frio jantamos fora porque havia tantas mantas e aquecedores que parecia que estavamos dentro; eu pedi um hamburguer de pimenta preta, estava muito bom e é um dos sítios mais baratos no centro da cidade)
  • E se a vossa carteira permitir, vão ao NOMA (considerado o melhor restaurante do mundo)!
Truques para poupar e comer saudável?
  • Ir muito ao supermercado (eles lá têm bastantes opções BIO, é uma maravilha!)
  • Levar snacks de casa (eu levei umas tortitas bio, umas barras de amendoim, tanjerinas, um bocado de bolo que tinha feito no fim-de-semana antes de ir de viagem e frutos secos! Acreditem que dá sempre jeito!)

Espero que este post vos tenha ajudado a viver e compreender mais sobre Copenhague!
Boas viagens!

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Dora Matos - Health Coach