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Pergunta #1: Quanto é que gastei na viagem à Ásia?

Bem, para quem me segue diariamente no instagram, eu expliquei porque queria fazer um post sobre esta questão. Entendo que me fizeram esta pergunta para ter uma ideia de quanto é que se gasta estando a viajar pela Ásia durante 3 meses, tendo  uma vida mais ou menos cómoda com as necessidades básicas e alguns pequenos luxos. Mas, mais importante do que vos dizer quanto é que gastei, penso que devo dar uma ideia de quanto é que  poderás gastar, hipotéticamente. Porque eu gastei uma quantia e tu podes gastar outra muito diferente…

E os aspectos que mais influenciam isto são:

  • Que tipo de alojamentos vais escolher (se vais optar sempre por dormir em quartos partilhados, se vais optar ás vezes por dormir em quartos partilhados ou se nunca vais dormir em quartos partilhados porque preferes ter o teu espaço). Dado que o alojamento reflecte metade da despesa diária numa viagem, eu diria que é importante pensar no tipo de hostel/hotel queremos em função do que queremos gastar; no nosso caso, dormimos algumas vezes em quartos partilhados, sobretudo nas cidades onde o alojamento era caro, como Hong Kong e Japão. Mas podíamos tê-lo feito sempre. Isso alteraria o valor final que gastámos na viagem.
  • Comida. Se não te importares de comer todos os dias arroz e noodles (os hidratos mais comuns no sudoeste asiático), vais gastar muito menos do que se de vez em quando fores a um restaurante decente de comida típica ou mesmo se num determinado dia decides proporcionar-te uma homenagem gastronómica e provar aquele prato típico. Em países como Indonésia ou Malásia podes comer por 2 ou 3 euros (mas a oferta por esses valores também não é muito variada); mas podes fazê-lo! É mais uma forma de poupares muito na tua viagem, lá está… Em vez de gastares 5 euros por dia, gastas 3. Ao fim de um mês poupaste 60 euros. Mas tudo depende do que o teu corpo e vontade aguentem, e obviamente, das tuas possibilidades económicas. (Por isso é que eu digo que é muito relativo)
  • Imprevistos (isto é muito pessoal, porque podes ter um imprevisto que te faça gastar muito mais dinheiro naquele dia do que o que contavas em gastar). Houve uma vez nas ilhas Gili em que o Alfonso ficou muito doente e eu tive de ir numa bicicleta sem travões à procura do único médico que havia na ilha, e que me cobrou bem pelos comprimidos que o Alfonso tinha que tomar. Outro dia na Malásia morderam-me os pés todos e tinha tanta comichão que era impossível parar de coçar-me. Tive de ir comprar um creme para as mordidelas (realmente, sofri com isto, lol!); no Japão esqueci-me do carregador no hostel e só me apercebi disso quando estava no centro de Quioto. Tive de voltar ao hostel e pagar a viagem de volta no comboio (sim, porque até lá fomos a pé e foram uns 8km). Um dia na Malásia viemo-nos embora de um hotel e não passámos lá a segunda noite, embora já tivéssemos pago (tínhamos reservado duas noites). O quarto tinha o tecto aberto e a cama era muito desconfortável. No entanto, foi dos “mais caros” da zona tendo em conta a qualidade  – 16 euros. Optamos por nós vir embora porque não gostávamos do hotel nem do povo (não tinha nada). Achamos que valia mais a pena voltar a George Town nessa noite.
  • Pequenos ou grandes luxos. Tu sabes quanto dinheiro tens na tua conta e tu és o responsável pelas tuas decisões e onde é que gastas o teu dinheiro. Há luxos que numa viagem como esta valem a pena. Principalmente no Japão comemos sushi com fatty tuna e noutro dia provamos o Kobe, uma carne espectacular e também muito cara que nós pagámos naquele dia para provar pela primeira vez na vida. Somos pessoas que desfrutam muito de comer e de descobrir novos sabores; por isso também gostamos de investir algum do nosso dinheiro em comer e experimentar novos sabores e texturas. Conheço pessoas que visitam novos países e preferem ir ao Mac Donalds porque acham ridículo pagar um pouco mais para experimentar a gastronomia típica! Para mim a gastronomia faz totalmente parte da viagem.

A minha viagem não foi feita com o propósito de gastar o menos possível. Além dos imprevistos, preferi não dormir sempre em quartos partilhados e a não comer todos os dias comida local porque ás vezes o corpo ou a mente pedia outro tipo de comida.

Vou dar-vos uma ideia do intervalo de preços tendo em conta que coloco os valores mínimos:
  – Uma ideia do que podes gastar em países como Indonésia ou Malásia –
  • – Hostels (com quarto duplo privado, AC e casa de banho + pequeno almoço incluído) – Entre 6 e 16 euros.
  • – Restaurantes locais com comida típica – Entre 1 a 4 euros.
  • – Restaurantes locais ou estrangeiros com mais qualidade – Entre 5 a 10 euros.
– Em Hong Kong, Singapura, e algumas cidades do Japão –
  • Hostels (com quarto privado e casa de banho) – A partir de 30 euros.
  • Hostels (com quarto partilhado e casa de banho partilhada) – A partir de 20 euros por pessoa.
  • Restaurantes locais com comida típica – A partir de 10/15 euros (Em Hong Kong); A partir de 7 euros (no Japão).
 – Imprevistos e outras necessidades extra –
  • Seguro de viagem – 200 euros por quase 3 meses
  • Transportes diários como os autocarros e comboios têm valores muito variados, mas esta deve ser uma despesa a ter em conta.
  • Viagens de avião entre países – Pagamos entre 20 a 350 euros. O voo de regresso a casa custou 350 euros.
– Mínimo (possível e real) que podias gastar em países do sudoeste asiático (Indonésia, Vietname, Malásia… ) –
  • Hostel+comida = Total por mês
  • 10euros + 3 euros = (13 x 30 = 390euros)
  • Imprevistos+ transportes + alguns luxos = Total por mês
  • 100+70+100 — 270 euros

TOTAL POR MÊS: 390+270= 660 euros


Para vos dar uma noção do que gastei por dia em países como a Malásia ou Indonésia: Entre 15 a 20 euros por dia (contando com o quarto e as refeições). Não paguei mais por mês nestes países do que tu pagarias por viver em Lisboa ou em Madrid, por exemplo. Mas, como disse, no meu caso, visitei outros países mais caros e por isso a média mensal do total da viagem aumentou.  Em países como Singapura ou Hong Kong é quase impossível de gastar menos de 40 euros por dia se (por pessoa), se comeres e não quiseres dormir na rua, claro 🙂

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Dora Matos - Health Coach