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A última viagem da Lusitana até ao fim do mundo

Regressei há uma semana de uma das viagens mais impressionantes de autocaravana, e mesmo aqui ao lado de casa! Quando cheguei estava toda contente a pensar em contar-vos todos os sítios por onde passei, mas a devastadora notícia dos incêndios deixou-me sem inspiração e demasiado triste para vos contar a maravilha de viagem, que nunca pensei que terminaria com esta notícia.
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A viagem começou em Muros, no Monte Louro, e a partir daqui a promessa é de uma viagem com vistas maravilhosas. Parámos ali e demos um passeio pelo Monte Louro depois do almoço. Chegámos a uma praia vazia, e fazia calor. Demos um mergulho! A nossa primeira noite foi na praia da Carnota. Assim que chegamos aproveitamos para trabalhar um bocadinho à medida que viamos o pôr-do-sol.

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Continuamos até ao Ézaro, onde fizemos uma paradinha para subir até ao miradouro para ver as vistas. Disseram-nos que eram 1,4km mas eram bem mais! Fomos a pé e foi sempre a subir. Maravilha para fazer “cu”.  Já tínhamos estado em Ézaro quando fizemos uma rota de mountainbike, mas não subimos até cá acima!

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Ézaro

Passámos por Cee e Corcubión. Estacionamos a caravana no porto pesqueiro desta última cidade, mas não nos convenceu muito porque à medida que a hora avançava, mais pessoas apareciam por ali. Decidimos mudar-nos depois de jantar e encontramos um sítio de cortar a respiração, mesmo no farol!
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Finisterra, “o fim da terra”, ou “o fim do caminho”. Um destino tão apetecido como admirado por mim neste momento! Adorei o ambiente de Finisterra… muito jovem, dinâmico e alegre! Espero muito voltar. Este dia foi especial porque além de termos feito uma rota de 35km de mountainbike com paisagens de loucos e de termos conhecido uns “colegas de caravana” franceses, pudemos degustar uma das carninhas mais deliciosas da zona.
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Finisterra

Depois de Finisterra, fomos até Lires. Vale muito a pena ver a praia de Lires, é linda! Tinha fotografia no iphone e está no arranjo, por isso não a pus aqui, mas aproveitem para pesquisar no Google 🙂 A praia de Nemiña também vale a pena ver, se bem que mesmo em Outubro tinha bastante gente, ao contrário da praia de Lires. De qualquer forma, a praia continua com a mesma beleza. Óptimo spot para surfers!
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Daqui partimos para o Cemitério dos Ingleses, mítico por ter sido palco de centenas de naufráugios de navegadores do norte da Europa. Posso-vos dizer que este sítio, sim, pareceu-me o fim da terra, o fim do mundo! Pareceu-me um sítio tão simbólico e bonito como de alguma forma aterrador. Não sei se é pela forma como o mar bate nas rochas e pela imaginação que convertes em “recordações” daqueles homens que morreram ali, à espera de chegar a porto seguro.
O que é certo é que é um sítio que impõe respeito. Tudo ali à volta é virgem e existem apenas seis casas desabitadas (por acaso tive muita curiosidade por saber quem comprou aquelas casas). É um dos sítios que mais vale a pena visitar na Costa da Morte e que não te vai deixar indiferente!
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Número de naufráugios na Costa da Morte

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Cemitério dos Ingleses

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Corrida matinal de 10km no Cemitério dos Ingleses

Já não fomos a Muxía porque já conheciamos de uma rota que fizemos de bike de Santiago de Compostela até lá, mas é uma aldeia que vale a pena visitar. Finalmente parámos em Laxe. Ali perto, na praia de Soesto foi onde estacionámos a Lusitana e onde dormimos essa noite. No dia seguinte, fizemos uma rota por ali, sempre juntinho ao mar, de 12km.

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Esta viagem é para nunca mais esquecer por várias razões. Uma delas foram as paisagens de cortar a respiração que desconhecia e que estão mesmo ao lado de casa. Foi a última viagem da Lusitana (e aqui, ao dizer “última” não pensem que quase não me cai uma lágrima no canto do olho”). E foi também porque sempre me recordarei “daquela viagem que fizemos em Outubro, com muito calor, onde mergulhavamos no mar todos os dias em praias selvagens e desertas, e que terminou com a notícia do meu país a arder”. Muitas emoções em tão pouco tempo.
Regressámos a casa porque vimos que a metereologia não estava a nosso favor. O que não sabíamos nesse momento é que metade da Galiza e de Portugal estava a arder, e só nos demos conta da gravidade do tema quando chegámos a casa nesse dia à tarde. Foi uma viagem linda, com um desfecho triste.
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Dora Matos - Health Coach